Após quatro quedas consecutivas, varejo cresce 2{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} em novembro

Descontados os efeitos sazonais, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro no conceito restrito avançou 2{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} entre os meses de outubro e novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (10/01) pelo IBGE, interrompendo sequência de quatro taxas negativas. Nessa mesma comparação, a variação na receita nominal foi de 0,9{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}.
A alta mensal de 2{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} foi o desempenho mais positivo desde julho de 2013, quando as vendas aumentaram 2,9{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}. Quando considerados somente os meses de novembro, o varejo teve o melhor desempenho desde 2007. O resultado quase compensa a queda acumulada de 2,3{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} entre os meses de julho e outubro. O resultado veio melhor que o teto do intervalo de estimativas esperadas pelos analistas de mercado, que aguardavam desde uma queda de 1{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} a uma alta de 1,4{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}, com mediana positiva de 0,3{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}.
O resultado positivo foi acompanhado pela maioria das atividades analisadas, mas concentrado, principalmente, no desempenho das vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}), combinado a setores como Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}), Móveis e eletrodomésticos (2,1{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}), seguido pelo setor de Equipamentos de escritório, informática e comunicação, com avanço de 4,3{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}, influenciados pelas promoções da Black Friday, antecipando a sazonalidade de dezembro, por conta das vendas de Natal, para novembro, fato que se repete desde 2014.
Embora o resultado de novembro de 2016 mostre recuperação em relação aos quatro meses anteriores, com esse número, o total do varejo encontra-se
11,7{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} abaixo do nível recorde atingido em novembro de 2014. Em relação a novembro de 2015, a queda de 3,5{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} mostra recuo pelo vigésimo mês seguido. Dessa forma, o indicador acumulado nos últimos doze meses, com recuo de 6,5{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} em novembro de 2016, mantém o varejo em trajetória negativa iniciada em maio de 2015 (-0,5{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}). Entre as atividades, a redução no volume de vendas em Móveis e eletrodomésticos (-7,4{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}) foi a de maior impacto negativo na queda, seguida por Combustíveis e lubrificantes (-8,1{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}), Tecidos, vestuário e calçados (-9,6{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}). A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com queda de 7,4{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} em relação a novembro de 2015, registrou a maior influência negativa na taxa geral do comércio varejista. Com uma dinâmica associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, abaixo da média geral, foram influenciados especialmente pela elevação da taxa de juros nas operações de crédito às pessoas físicas entre novembro de
2016 e novembro de 2015.
Diante das condições econômicas ainda desfavoráveis, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manteve sua expectativa de queda do varejo restrito entre 6,0{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} e 6,5{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11}. Já para ampliado, espera-se um recuo entre 9{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} e 9,5{33315e97a9b8c4ee032453d92275e4f1c8892c8e5e2909ce7bb6abef2c810a11} ao final de 2016.

Fonte: CNC | Sumário Econômico n° 1.473